Ele foi o primeiro a falar:
- Agora nós dois sabemos, não sabemos? - Ele se permitiu uma pausa significativa. - E, no futuro, você nunca mais vai fingir que não me quer. De agora em diante, você faz o que eu desejar. Capisci?
Ela levou um choque. Ele estava dizendo que vencera, e que isso era tudo o que importava. Para ele, não houvera nada de novo, afinal de contas estava acostumado com mulheres em seus braços.
- Sim, entendo. Isso é tudo que você tem a dizer? Ele deu de ombros.
- O que você quer ouvir? Que eu sempre soube que havia fogo sob o gelo, mesmo você querendo negar? E que valia a pena esperar? É tudo verdade. Você suplantou meus mais doces sonhos, caríssima.
Apesar do calor da lareira, ela de repente ficou com frio. Disse em voz baixa:
- Posso me vestir agora?
- Quando me deve prazer pelos últimos três anos? - Zac sacudiu a cabeça. - Você tem uma dívida séria comigo. - Ele sorriu ironicamente. - E agora que nós dois nos recuperamos um pouco, estou esperando a próxima parcela muito em breve - ele acrescentou, e abaixou a cabeça, envolvendo um mamilo rosado entre os lábios.
Vane sentiu o desejo renovando-se.
Zac levantou a cabeça e olhou para ela.
- Precisamente. E eu acho que devemos continuar esse assunto na cama.
Ele levantou e estendeu a mão para ajudá-la a se levantar. Por um momento, ele ficou olhando para ela. Vane achou que ele fosse dizer alguma coisa, mas ele nada disse. Simplesmente guiou-a pelas escadas e ela sentiu o coração se acelerar com um desejo que era incapaz de controlar.
O corpo dela agora pertencia a ele. E não havia nada a fazer para mudar a situação. Embora soubesse que haveria, inevitavelmente, um momento em que ele não ia mais querer ficar com ela.
Quando a cama os recebeu, Zac pegou-a em seus braços e todos os seus pensamentos se extinguiram.
A água da banheira estava quente e Vane entrou nela agradecida. Sentia-se exausta depois de um sexo tão intenso e prolongado.
Nunca imaginou que fosse capaz de sentir tanto prazer. Mesmo para alguém com sua inexperiência, estava claro que Zac tinha sido incrivelmente generoso, adiando a própria satisfação até que a dela fosse alcançada.
Deixara Zac dormindo porque, apesar de estar exausta fisicamente, sua mente estava agitada. Parou ao lado da cama, olhando-o. Como pudera achar que não o desejava?
A tentação de beijá-lo foi quase esmagadora, mas ela se controlou, dizendo a si mesma que ele merecia esse descanso. Em vez disso, saiu da cama para tomar banho.
Para ficar bonita novamente para seu amante, ela pensou, irônica.
Ela já se entregara a ele por completo. No entanto, não era isso que ela temia? Por que tentara tão desesperadamente mantê-lo à distância? Por que tinha medo de perder sua identidade, sua independência?
Não que ele visse dessa forma. Uma dívida séria... Palavras dele.
E quando a dívida fosse paga? E aí?
Ela saiu da banheira e se secou. O roupão de Zac estava pendurado na porta do banheiro, e agindo por impulso ela vestiu-o. O perfume da colônia dele ainda permanecia na seda e ela respirou fundo, permitindo-se um momento de reminiscência sensual.
Ela desceu as escadas e estranhou o silêncio da casa. Havia apenas o barulho de pingos de chuva batendo contra a janela. O prometido descongelamento estava aí.
Podemos ir embora. Se quisermos. Mas eu prefiro ficar. Deixe a lua-de-mel seguir adiante.
Ela entrou na cozinha e pôs água para ferver. Acabara de colocá-la no fogão quando ouviu o barulho de um veículo se aproximando e viu o jipe de Angus.
- Oh, droga! - Vane murmurou e correu para a sala, pegando do chão suéteres, jeans, roupas íntimas e sua saia, e colocando-os atrás do sofá.
Quando Angus chegou à porta, ela já a tinha aberto e estava sorrindo.
- Oh, olá.
Ele estava segurando as botas dela.
- Encontrei isto lá fora.
- Oh! - Ela pegou-as. - Obrigada.
- Você não está se sentindo bem?
Somente uma virose explicaria esse roupão a essa hora do dia.
- Estou bem. - Ela sacudiu os ombros. - Só lavei os cabelos.
Ele tirou uma pilha de papéis do bolso do casaco.
- Titia pediu que eu trouxesse estes papéis. São respostas aos e-mails que ele mandou esta manhã. Ele sempre volta à tarde para buscá-los, então ela ficou um pouco preocupada.
- Você está dizendo que tem um computador na loja?
- Bem, você deveria saber - disse Angus. Vane mordeu os lábios.
- Tinha esquecido. - Ela fez uma pausa. - Mas deve pertencer a sua tia. Não é para uso geral.
- Seu marido é amigo do sr. Murillo, então minha tia faz concessão. Além disso, ele paga bem o suficiente para ter esse privilégio. - Ele olhou para dentro do chalé. - Ele não está por aí?
- Não está disponível - disse ela evasivamente.
- Então é melhor eu entregar para você. A maioria está em italiano. - Ele pegou uma folha separada. - E aqui estão os recados telefônicos. Ele os estava esperando.
Quando Vane pegou o papel, olhou casualmente para a lista de nomes e congelou quando um saltou-lhe aos olhos. E não apenas uma vez, mas três, Valentina, a amante de Zackary.
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Rita a história tem 12 capitulos.